Passaram por aqui ... ;*

quarta-feira, junho 27, 2012

Cúmplices...


   Por apenas sermos o que queríamos, nos completávamos  na forma mais doce de ser, era simples e intenso, chegava a doer  quando silenciávamos e ainda assim sabíamos nos desculpar partindo do nosso próprio silêncio.
   De fato muitos empecilhos existiam, mas o desejo de completar e confidenciar segredos eram maiores que qualquer ‘regra social’.   Conhecíamos  os gostos e segredos um do outro, particularmente jurava que o conhecia até mais que a mim. Eram confidências de alguém que sempre soube cuidar e entender ainda que muitas vezes o tivesse machucado. Admito, fui inconstante por tantas vezes que hoje entendo os motivos dessa distância que consome a minha alma como se não houvesse remédio. Lembro-me da sua paciência com minhas questões imbecis e das suas respostas ainda piores, eram sorrisos fáceis e discussões acirradas pelo conhecimento musical mais apurado, não tínhamos o que disputar... Era um ciclo de complemento que nos envolvia numa harmonia doce de se ouvir... De dançar... Dançávamos por pensamento, em sonhos e suspiros... Suspirava, a cada demonstração de carinho que me eram cedido com tamanho apreço.  Como era bonita  a nossa cumplicidade e fazia bem saber que tinha uma parcela dele comigo 24 horas por dia. Fiz-me criança e menina crescida nessa transição, mudei e reinventei muito de mim.
  És me aqui olhando por uma janela que mostra tanto de um tudo que pouco vivi, vendo a transição do dia para noite e lembrando dos detalhes da nossa amizade que se perdeu no meio do caminho, que parece ter esvaindo-se mas que ainda me pertence, nos pertence e se renova ainda que distante, que frágil... superficial.

          Bianca Reis.

sexta-feira, junho 01, 2012

Sem sentido.

    Pessoas invejosas seriam cômicas se não fossem trágicas. Sabe essas que o sorriso 'alheio' encomoda, que o relacionamento 'alheio' ofende?! Eu sinto dó dessas pessoas, só pensam em sugar e derreter o que existe nos outros (tentativas geralmente frustradas). Observo a distância, uma lástima.

 

 

               Bianca Reis .