Passaram por aqui ... ;*

sábado, julho 14, 2012

Verdades de um inverno.


     Pra ser mais exata eram 02h07min da madrugada. Tinha muita coisa pra ser dita - ele estava lá, como se esperasse ouvir aquele discurso - Na verdade todas aquelas palavras já estavam guardadas há muito tempo, sendo elas adiadas a fim de encontrar o momento certo de chegar aos ouvidos, e quem sabe ao coração, do destinatário. Achou incrível o tamanho do seu romantismo naquela noite, não era natural.
      Era mais uma daquelas noites geladas de mais um inverno pesado e cheios de mistério que jamais saberia como desvendar, era uma brisa leve e continua que trazia com ela todos aqueles sentimentos que fingia não sentir. Cogitou o erro. Era tolice alimentar aquele sentimento, pensou. Ainda que houvesse tentativa de cativar não era reciproco. Não conseguia sentir aquelas emoções chegarem até ela do mesmo modo que a brisa daquela estação a encontrava... Tão depressa.
      Aquele coração que por muito a implorava por atenção e carinho estava enganando-se e convencendo-a á viver aquela mentira com ele. Ela optou por errar. E como nunca tinha acontecido antes, passou a não saber o que dizer perdeu as palavras e as opiniões, os discursos prontos tinham esvaindo-se, as falas firmes, tão convictas. Havia se perdido. Passara a desejar o corpo, a sentir o cheiro e a ouvir aquela voz... Desejava-o ansiosamente, por inteiro, aquele que por muito sabia que há ela não pertencia, ela sabia que seria usada pra camuflar um sentimento do passado/presente que ele insistia em não revelar que ainda o rondava. Não era ela que iria o preencher, o completar, entender e até mesmo o faria feliz. Ele mais que ninguém sabia de tudo aquilo.
     Ainda assim ela sonhava acordada com aquela vida de ‘mentira’. O presente: meio torto, algumas falhas, muitas escolhas, paciências, mudanças, desejos (uma pena haver somente desejos, era preciso mais...), além de tudo, esperançoso. Um futuro: Sonhou com a felicidade, talvez ela o completasse, sem brigas banais, os amigos, os livros, café, eles dois... Juntos. Reparou também coisas do passado, naquele tempo em que sonhará, reparou alguns erros. Erros. Eram perfeitos um pro outro, porém não se pertenciam e iam se machucando no silêncio e nas palavras educadas. Sem avanços. Sentiu passar as estações seguintes, lembrando, querendo, escondendo desejos.  Chegará mais um inverno ainda mais frio que o anterior trazendo aquilo que ela já sabia, jamais o esqueceria.
  A partir dali continuo o desejando, porém respeitando o sentimento daquele coração que não se respeitava, vivendo e repetindo pra si mesma e tentando convencer aquele que ignorava o próprio sentimento “Não amar para esquecer, mas esquecer para amar...”.

Bianca Reis.

Nada como o tempo.

    Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

 

           Mario Quintana.