Passaram por aqui ... ;*

sexta-feira, dezembro 13, 2013

Avesso;

Na verdade eu nunca me dei bem com mortes... Não as mortes de fato, as que nos levam pra não mais voltar e tal, mais o que eu chamo de "mortes vivas" aquelas que as pessoas parecem morrer em nossas vidas (é difícil de entender, nem eu mesma entendo as 
 vezes). Essas mortes vivas nos tiram, em momentos totalmente inoportunos, o 
 chão, levando embora aquela situação que parecie mais importante. Arrancam de nós, Cada sonho e palavra deixados para trás, se enterram, se escondem, a terra leva, o vento leva e aqui ficam só as lembranças do que o nossos existentes falecidos plantaram em nós. Por hora guardamos as coisas boas, lembrando do que foi aprendido e guardado, em outro tempo lembramos do futuro pensado, dos caminhos trilhados juntos ... e agora olhando para trás temos certezas de que apenas andamos por parte do caminho juntos e agora minha estrada já não faz mais parte da sua, não nessa trilha, talvez mais a frente, talvez em outra vida, talvez...



Por: Raiza Oliveira e Bianca Reis, que nunca perderam a atenção na estrada apesar de as vezes olharem pro retrovisor. 

P.S: Raiza Oliveira idealizadora do texto e tema, minha amiga e almofadinha para minhas lágrimas e lamentações *-*

sexta-feira, outubro 25, 2013

Desejo de todos os dias.

    Quem será capaz de entender que me ligar de madrugada para, sei lá, ouvir minha voz e me convencer de que é isso que vai deixa-lo feliz, também me deixaria feliz.
    Depois de um dia daqueles, que as horas demoraram para passar, você não conseguiu se concentrar, seu chefe encheu o saco, a condução demorou e no meio do caminho o tempo resolveu contribuir e choveu, tão forte quanto as dores sentidas pelo corpo e você derrotado pelo dia desiste de abrir o guarda chuva e se molha, chora, e cronometra como que os próximos segundos serão vividos. Sapatos na varanda. Toalha. Bolsa em qualquer canto mais próximo. Chuveiro. Café. Sentada no sofá. As pernas doem, a saudade doí também. Cama, espera, ânsia pelo que seria incrível acontecer, ela sabe que não vai acontecer, mas ainda assim espera, espera, espera, e acaba adormecendo junto com o desejo. Amanhã. Outro dia.Outra historia. Outra expectativa. Outros ganhos. Outras dores, mas sempre... o mesmo desejo.
 

          Por: Bianca Reis, que nunca abre o guarda chuva em dias difíceis.

quinta-feira, outubro 17, 2013

Ao infinito... e possivelmente, além!

      Tenho o coração mais doce do mundo. Apesar do que passei e senti. Sempre busquei o melhor para mim e sempre doei o melhor de mim, ainda que muitas pessoas acreditem no contrario. Não quero escrever para ninguém e espero que ninguém se interesse em ler essas palavras, estou tecendo-as com dor, aflição, saudade e tantas outras coisas que me tem sufocado o coração.
     Provavelmente este texto ficará pela metade, ele nunca findará, nem aqui, nem dentro de mim onde estou escrevendo a algum tempo. Sinto saudade do que deixei para trás, deixei de cultivar e tive medo de permitir fazer parte da minha vida (não fui tão doce nessa época, confesso). Hoje, que tenho o coração mais afavel, sei, que certas dores são invitais e fazem a alma elevar-se e encontrar-se em meio a todo resto, equilibrar-se.
    Assim com toda está açucarada maneira de ser, tive a oportunidade de adoçar vidas e sinceramente, não sei se deu certo, mas com certeza  impactei corações amargos, senti o gosto do que um dia fui, doi lembrar.
Sempre paro nas lembranças e como era de se esperar, esse é mais um texto que vai ficar pela metade, parte 2,3,4 ou mais, que nunca serão lidas, talvez, não por completo, possivelmente não serão escritas isso dependerá do vivenciar de um coração doce em meio ao amargo da vida... e desse intermináveis dias.




  Bianca Reis, uma ex atual amante das próprias escolhas.

Uma conversa, um conto...

Para mim, as melhores conversas são as mais simples, daquelas que você não precisa pensar muito para responder ou precise ficar criando a resposta que o outro espera ouvir, você simplesmente responde o que tem que responder, por que é aquilo que você quer dizer, mesmo as idiotices mais absurdas, enfim, esqueçam as conversas automáticas, robôzinhos.

terça-feira, maio 07, 2013

Síndrome da Disney (a fantasia mais real que eu já vi!!)

   Gostei de entender as pessoas. Gostei de acreditar que existiam pessoas boas por ai. Gostei de acreditar que as pessoas erram "por acaso". Que uma frase foi mal interpretada, que o erro de alguém junto com o erro de outro (ou até o meu próprio erro) tenha me feito "mal", e com isso não seria necessário revolucionar para achar os porquês das dores que me poderiam ter sido causadas.
   Insiste em acreditar que não existia tanta gente disposta a sair desejando e planejando o mal alheio.
   Comecei a viver a síndrome da Disney (vivenciei a síndrome da Disney, em uma época, não tão distante, na qual não acreditava em nada, somente em Deus e na minha capacidade de não acreditar.) Entrei em coma profundo de uma coisa mal resolvida e tive síndrome da Disney como sequela. Me recuperando...
   Acreditei demais, e isso foi errado, extremamente errado! Droga de síndrome da Disney não me deixou
nem duvidar das minhas conclusões mais óbvias. Me fez acreditar que existe bondade em meio ao caos, que existe luz no escuro (essas coisas clichês, piegas, bobas e blá blá blá).
   A síndrome da Disney te faz acreditar no inacreditavel. A verdade é que a síndrome da Disney te engana, te deixa boba, sorrindo de um passado que te machucou, mas pareceu tão fofinho tão conto de fadas que: "Aaaaawn" foi preciso suspirar e dar segundas, terceiras e quartas chances... Nãoooooooooooooooooo! Acorde agora! A síndrome da Disney precisa ser tratada, com fatos reais.
   Acorde!! Não há flor em todo lugar, não há compaixão em todo lugar, NÃO HÁ AMOR EM TODO LUGAR... Continue sonhando, mas aprenda a acordar. Por o pé no chão gelado, ao despertar de um sonho é lembrar que  nasceu mais um dia que precisa ser vivido dentro do seu contexto, esse choque  sempre nos faz lembrar de que a realidade é sempre mais fria, com um pouquinho menos de brilho, mas tão gratificante quanto um "happily ever after...".



         Bianca Reis.

segunda-feira, abril 15, 2013

You can't believe a word he says...

  Tenho me torturado nos últimos dias, acho que estou testando o que restou da fortaleza que eu tinha. Tenho feito uma lista do que foi perdido durante esse tempo. Decididamente, não quero colar os cacos e não vou! Não vou fingir que não aconteceu, mas também não vou me permitir sofrer mais nada. Eu não quero cicatrizes. Não vai ser preciso olhar para trás, venho pisando no que foi quebrado, sangrando por fora e tendo uma hemorragia por dentro (uma pena não ser exagero).
 Tenho sentido uma dor que me prometi nunca sentir, e somente isso vai me bastar para lembrar de nunca mais errar dessa maneira. Tenho orado todas as noites para não odiar, venho fechando os olhos feito uma criança com medo do escuro, repetindo em coro o que em outro tempo fez tanto sentido quando agora: " E quando tudo acabar, ainda vou relembrar... de nunca mais amar".

    - Bianca Reis