Passaram por aqui ... ;*

terça-feira, dezembro 09, 2014

Pós Guerra

Eu estou presa nas consequências, estou presa nas coisas das quais ainda nem vivi. Estou presa na indecisão Estou presa porque a minha vida se prendeu e se perdeu, o meu mundo parou quando eu discursei sobre continuar, eu ensinei pessoas a seguir em frente, eu encorajei todo ciclo que me rodeou a seguir, mas nenhum foi capaz de perceber que o que eu mais senti (e talvez sinta) é medo. Eu tenho tido tanto medo nos últimos anos, medo de tudo, medo das pessoas, medo das coisas, medo das consequências, medo do meu futuro, medo de não conseguir chegar a lugar nenhum. Estou sufocada nas minhas escolhas das quais nem sei se são as certas. Não sei o que estou fazendo. Estou perdida aqui, sufocada, me sentindo reprimida e imatura. Eu tenho tantos anos e nenhum deles, nenhum, está sendo capaz de me esclarecer para onde eu devo ir. 
Estou perdida e admito! Eu estou perdida e não sei para onde ir, não sei onde eu estou, nem para onde eu vou. E sei, que estou sozinha nisso, estou doente também. Doente do corpo e da alma. Eu queria estar firme, forte, certa de tudo, mas não estou, fui machucada sim e estou ferida até hoje, ninguém se preocupou em me estender as mãos, ninguém me ofertou ajuda, só me deixou lá como um muro caído pós guerra.
Sei que vou me levantar amanhã, mais atriz do que hoje, mas a certeza de que eu tenho é que em algum desses anos que virão eu vou acertar, eu vou escolher sem medo, eu terei coragem de dizer e fazer o que sei que o meu coração decidiu, por hora sigo maquiada, visível aos olhos e aconselhando os outros da melhor maneira (mesmo sem praticar minhas palavras).



Bianca Reis.

P.S: Não tive condições emocionais de redirecionar o texto, outro dia quem sabe coloco as licenças poéticas devidas e pontuação (essa parte é para rir eu acho).

quinta-feira, setembro 25, 2014

Céu de qualquer cor.

   Eu deveria estar fazendo muitas coisas a essa hora. Estudando, conversando, criando, pensando no trabalho, no almoço, no horário para cumprir... Mas, ainda estou de pijama!
   O céu está cinza demais, eu nem estou cansada/sonolenta ou qualquer coisa que justifique a minha atitude, mas está tudo cinza desde as 6H da manhã e eu fiquei aqui na varanda de casa esperando clarear. Já são quase 9H e eu continuo aqui olhando pro céu cinza (e agora chuvoso) da cidade e acabei de perceber que não da para esperar melhorar.
   Vou completar esse turno para pensar um pouco, mas sairei de casa, molharei meus sapatos e minhas roupas, vou me envolver com o engarrafamento, também. Já perdi minha aula de hoje, mas o meu trabalho me espera, vou me cobrir com pilhas de papeis burocráticos, vou ocupar cada segundo do meu dia, vou voltar a marcar coisas em minha agenda, vou voltar a passar noites em claro com cadernos e livros abertos mesmo que seja para dormir e acordar por cima deles, vou viver cada segundo e cada detalhe como sempre quis (vou usar o quadro de horário que eu faço desde os 13 anos contando quanto tempo tenho para fazer cada coisa durante o dia), controlarei doentia e organizadamente cada passo que eu der daqui pra frente (como eu sempre fiz).
   O céu pode até estar cinza, o dia pode até estar triste, mas eu estou de pé! Tenho  tantos sonhos que não caberiam em um travesseiro, sonhos que ultrapassam um dia escuro. E o amor que acabou (de novo),
   Eu, voltarei de onde parei, sairei da inercia na qual me enfiei (vou levantar dessa cadeira, também). São as situações desconfortáveis que a gente se proporciona viver para poder sentar na mesa de um bar e dizer: "Cara, eu já passei por isso..." ou "Sei bem como é isso" e depois da filosofia pedir mais uma bebida e rir de qualquer outra coisa.
   Dias cinzas passam, assim como dias claros, caberá a cada um de nós seguir em frente faça chuva ou sol, do inverno ao verão, sabendo que cada dia merece de nós o melhor e se não puder oferecer o melhor; acorde, sente em um lugar qualquer, cancele os compromissos e leia tudo isso de novo, você vai gastar 5 min. para ler mais vai levar um turno inteiro para entender que deve se levantar e molhar os sapatos e as roupas, levará um turno inteiro para entender que você deve voltar a viver (seja lá como for).



Por: Bianca Reis, que continua usando o pijama mas já se levantou da varanda e ama o céu seja lá qual for a sua cor :)

domingo, agosto 17, 2014

A arte de ser a vitima

É que no mundo todo mundo é bonzinho. Sempre tem um invejoso, sempre tem alguém para destruir o relacionamento, sempre tem alguém que fala da sua vida sem saber nada sobre ela.  Sempre tem alguém  para querer seu mal sempre tem... Sempre tem...  
Geralmente, é mais prático culpar alguém, arranjar desculpas, chorar contando o quanto te querem mal, é sempre mais emocionante se vitimizar, ser o bonzinho que a sociedade insiste em machucar. O mundo tão perverso insiste em conspirar. 
Eu prefiro ser verdadeira, assumir as responsabilidades das minhas atitudes e escolhas, assumir quando meus relacionamentos dão certo ou errado pelo reais motivos: porque o amor acabou ou nunca existiu, porque entramos em fases diferentes da vida. Eu prefiro me olhar no espelho e apontar o dedo a mim mesma ao envés de escavar teorias alucinadas para atribuir a culpa a alguém. Seremos sim bonzinhos quando tivermos a coragem de ser quem somos, assumir o que fazemos. o que falamos e, principalmente, assumir as consequências que as  nossas atitudes acarretam para nossa vida.
 Afinal, por que culpar alguém se somos todos tão bonzinhos ?



Por: Bianca Reis, que sempre prefere os vilões e pouco sabe sobre julgamentos. 

segunda-feira, julho 28, 2014

Internem-me!


Internem os loucos!


Não os psicologicamente afetados, mas os emocionalmente abalados, que já não sabem bem o que sentem e esbravejam besteiras, desesperados para confortar-se, fazem da insanidade um porto para descansar o coração. Internem os mal apaixonados, "incurados"! Deem a eles lembranças e cubram suas cicatrizes.  





P.S: Quanto a mim?! Estimo melhoras (com certa urgência)

Por: Bianca Reis, que continua a querer entender os loucos de amor!

terça-feira, abril 22, 2014

O desatar de NÓS

E no fim a gente se perdeu.  
Acabamos dando tanto espaço para conjugar o EU e esquecemos do Nós.
E tudo acabou virando um nó que nenhum de nós quer desatar.  
Cada "EU" segurou um lado da corda, mas não nos importávamos mais, foi como se o nó que a vida nos deu deveria ser desfeito e os efeitos foram cada parte de nós desfazer seu próprio laço. De tanto embolar, a corda se partiu e cada um saiu arrastando o que lhe restou do primeiro de nós. 
E quando resolvemos olhar pra trás, já não existia nenhum de nós! 
Já não existia mais nenhum EU.
Já não existia mais nenhum amor, só a dor de ter visto o desatar de NÓS.





Por: Raiza Oliveira, que aprendeu a fazer laços sem dar qualquer tipo de nó <3
(Eu, Bianca Reis, tenho participação singela e discreta nesse mar lindo de palavras *-*)

quarta-feira, fevereiro 19, 2014

Decretos Singelos De Um Final Inexistente

  Já não te quero tão perto.
  Hoje já não sinto mais sua falta, já não me abrilhanta os olhos lembrar do que eu passei.
  Ainda não me conformei com as perdas...
  Foi tempo demais, paciência demais, carinho demais, vontade demais. Tudo tão demasiadamente sonhado que ao tocar o despertador eu simplesmente ACORDEI. Não precisei de "mais 5 minutinhos", apenas acordei e sabia que era o certo a ser feito. Era outro dia e seriam tantos outros depois, vividos tão serenamente sem você, que eu nem me dei conta da sua ausência.
  Estou lendo o mesmo livro pela 4 vez. Um romance. Ouvindo aquele projeto solo de um dos seus cantores preferidos (que eu passei a amar também, ele é muito bom!). Tudo isso em meio a uma biblioteca, fria e vazia. Eu deixei minha leitura de lado e decidi escrever para você, para mim e, provavelmente, para matar o tempo e a lembrança repentina sobre isso tudo. 
  Não existiu um final entre nós, não diretamente, até por que não existiu nenhum começo se quer. Mas, minhas palavras, possivelmente, mal colocadas, significam o começo do fim que impus para nós dois. O fim de alguma coisa que existiu, ainda que tenha sido somente para mim, pouco me importa. Só precisei colocar nos autos que acabou.
  Respiro aliviada, sinto o frio da biblioteca vazia e por fim, um meio sorriso.
  Recoloco os fones de ouvido e volto a ouvir meu Folk rock/ Rock alternativo quase um Blues, cantarolando a letra , certa de estar acordada para vida, pronta para admirar as luzes da cidade e suas cores e amores.




Por: Bianca Reis, que ama ler ouvindo música e tem uma pequena paixão por todo, e qualquer, tipo de "luz".