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sexta-feira, janeiro 09, 2015

Tudo novo (de novo)!

   Olá, como estamos em 2015?! Hein? Hein? Hein?  No meu caso... questionador.
   "Como eu vim parar aqui? O que eu fiz nos anos que se opuseram a esse? Eu permaneço sendo quem eu sou? Meus amigos são meus amigos? Eu segui os planos? Eu cumpri as metas? Eu enlouqueci?".  Essas, foram todas as perguntas que me fiz nesses primeiros dias de 2015. E pior do que essas perguntas, caríssimos leitores, foram as respostas que me dei...

    Eu tenho me questionados sobre os meus amigos... os antigos, os novos, os presentes e distantes. Tenho questionado o motivo deles se acolherem nos meus braços, na minha casa, nas minhas roupas, comerem da minha comida, usarem da minha imagem, da minha boa vontade, do que eu sou, das minhas escolhas e da minha ousadia.

    Eu não me lembro dos planos que fiz para o ano que passou mas, o ano passou e só me lembro de flashes das escolhas que fiz (muitas delas sem arrependimentos). Eu escolhi tanto e vivi muito, apenas não me lembro de tudo isso. É como se cada instante do ano que acabou tivesse apagado, sei o que fiz e sei porque fiz, porém, não me lembro como ou quando. Não senti os efeitos. O muro suspenso bloqueou tudo lá fora.

    As  batalhas foram travadas fora dos muros e aqui (do lado de dentro deles) não existe a história do que aconteceu.
P.S.: Também não me recordo das metas, só sei que elas existiram e algo me diz que algumas delas se cumpriram (mesmo sem saber quais foram).

    Eu enlouqueci.
    Dentro de 9 dias, eu enlouqueci.  Eu senti que está tudo fora dos planos, das metas, do começo.
    Eu não quero mais os holofotes, deixo isso para o ano que passou. Eu não preciso mais. EU NÃO PRECISO MAIS.
 
   O meu passado tem sido como caixas em um armário, só abro a porta para colocar mais caixas, se por ventura abrir algumas (especificas) é por saber que nada do que há dentro tenha de fato me pertencido. Abro todas as caixas, fora as que estão muito bem lacradas (não quero me dar o trabalho de por tanta fita adesiva novamente).
 
    Eu quero ser bem acolhida pelos meus amigos, ser convidada para almoçar (ainda que eu não aceite), ser convidada para entrar. Ser convidada para dormir depois de uma balada e não precisar voltar para casa sozinha (ainda que eu não aceite, quase nunca eu aceito), mas o covite deveria ser feito, pois é isso que eu faço, eu os convido, eu os aceito em minha casa, eu ofereço o meu melhor travesseiro (mas não a cama).
   
    Em 9 (nove) dias eu pude analisar o quanto tem sido pouco reciproco tenho doado demais e recebi tão pouco, não tem me parecido justo essas trocas. Analisei também o quanto preciso me afastar agora, das fotos, das luzes e das caixas de sons ou melhor eu preciso ocultar tudo isso. Já não importa mais se alguém poderá ver, se vai gostar ou não... isso não importa mais.

     Em 9 nove dias pude (re)descobrir o quanto a vida vale aqui dentro dos muros, o quanto o silêncio da batalha pode ser ensurdecedor ou esperançoso. Em 9 dias descobri que o meu coração tudo espera, a minha alma tudo cumpre e o meu espirito em tudo se fortalece.  






P.S.2: Aos meus amigos (que sabem que são meus amigos) não ousem se manifestar como se isso fosse direcionados a vocês. Obrigada, de nada!
P.S.3: Se existir um(a) louco(a) tão louco(a) quando eu me diga que consegue entender esse meu mar de alucinações. POR FAVOR, pronuncie-se.


Por: Bianca Reis, que está enlouquecendo aos poucos de tando pensar em recomeços!

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