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quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Ao Norte!

    Algumas pessoas valorizam quando perdem. Tantas outras sabem do valor porém não se importam
com isso. Já outras conhecem bem o valor, mas ainda assim coloca seus amores a prova, arriscam e, geralmente, deixam escapar. Acho uma graça quem gosta de manter o que tem, quem alimenta o que sente, quem cuida, quem reconhece seus erros e melhor ainda a quem evita errar até porque errar é absolutamente normal quando não é por descuido ou falta de apreço.
    A luta para reconquistar é ainda melhor, digo isso porque vejo todos os dias nas ruas, nos diversos ônibus que costumo pegar, na minha timeline varias vezes ao dia, no meu caminho várias vezes durante os anos. A vontade de ter de volta, a sede de elogiar, de ser visto, de ter a atenção de quem se, supostamente, ama; de dizer o que deveria ter sido dito antes de perder e a consciência antes de perder (que surge da maneira mais repentina possível). Por que não sentir tudo isso antes de deixar ir? Tudo que se perdeu é difícil voltar, os rios correm para frente, em fluxo inconstante, nunca vi um rio fazer um caminho inverso os rios seguem e a lei deles é seguir em frente!
   - "Ao norte!", seu coração grita. E é ao norte que você deve ir. Valorizar certas coisas, as pessoas, os amores é olhar ao norte (e até além disso). Sabedoria é usar sua bússola e confiar em seu capitão.
Que possamos aprender a valorizar o que temos enquanto temos. Nossas vidas são águas que nem nós conhecemos, quem dirá você que ousa chegar e decide partir quando quer. Quem é você nas águas?! Que mal pilota um barco e desconhece os mares?! Sem saber das regras, querido capitão, retire-se do mar. Dê espaço a quem possa navegar ou se olhar nas águas, se enxergar ali, respirar fundo e conhecer o desconhecido.
   Que nós possamos compreender que cada um é rio/mar de si mesmo. E depois somos capitães. Nós somos o mistério e precisamos ser os curiosos, também. Seja misterioso, instigante, curioso e ousado. Valorize o que compõe pois perder o que lhe preenche é perder uma parte de si e perder qualquer pedaço é secar e morrer, padecer no que existiu é viver da lembrança da maré cheia e logo após chorar ao atracar no pier sem histórias, sem pontos, nem conto do mar que só segue ao norte.




P.S: Bianca é só o "mar", mas tem vontade de ser capitã um dia ;)

Um comentário:

  1. Lindo texto Bibi,mto tocante e profundo... Ao tempo certo será a capitã :*

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