Passaram por aqui ... ;*

quarta-feira, abril 29, 2015

Qualquer lugar é lugar para lembrar.

Eu estava lá, sentada no chão frio daquele quarto, cheio de móveis espalhados ao meu redor. Depois de 30 minutos, sentada no mesmo lugar fui perdendo a imagens daquelas peças que me rodeavam enquanto eu passava o tempo olhando o celular até que, encontrei alguém que dizia algo sobre: "a doença de não saber amar" e o quarto foi tomado por uma áurea de dor inexplicável, cada parte do meu corpo amou aquela pessoa um dia e a ver confessar tão serenamente nunca ter amado partiu meu coração (mais uma vez). 
Como assim, perdi tanto tempo doando algo a alguém que mal conseguia dimensionar o que tinha nas mãos(?!). O meu coração disparou naquele momento e sagrou o pouco do amor que ainda tinha. 
Eu estava lá, sentada no espaço branco, colocando peças no que eu já nem me lembrava mais. Sentindo uma dorzinha por algo que já tinha decidido esquecer. Lembrando de cada conselho e noite perdida, escutando e apoiando aquele rapaz, ele me parecia tão frágil e eu deixei meu coração cultivar por ele o melhor remédio de todos. Modéstia parte, eu mostrei aquele moço do que o amor de verdade é capaz, que o amor vai além. Dediquei-me a aprender toda forma de amor para fazer alguém feliz (eu nunca tinha "amado" antes). O que eu não sabia é que o meu amor de nada havia valido. 
Aqui estou eu, não mais sentada naquele quarto, não mais rodeada por móveis ou lembranças, mas certa de que fiz o que pude, certa de que me permiti ser o que qualquer outra pessoa jamais será (isso soara como egoísmo ou despretensão, mas não é).  Aquilo tudo se desfez com aquela ultima gotinha de amor que caiu no chão daquele quarto e em todas as outras lágrimas que caíram naquela noite, enquanto me prometia nunca mais olhar para trás, tudo isso por alguém que tranquilamente declara: Não saber amar. 












P.S.: O texto realmente foi escrito no chão de um quarto branco e terminou em uma sala fria, da faculdade. Acabei de ganhar 10 minutos de atraso da próxima aula. 
P.S.2: Não me arrependo :)     

Por: Bianca Reis, que decidiu declarar seu amor sempre que ele existir.

quarta-feira, abril 15, 2015

RECOMECEMOS ENTÃO!

Nunca sabemos de fato como é recomeçar até que realmente recomeçamos. É estranho sentir aquilo que prometemos fielmente a nosso coração que jamais sentiríamos outra vez. Enxergamos verdade no que fazemos, confiamos no que escolhemos. Nós quando recomeçamos nos permitimos, permitimos que o nosso coração sinta o que de fato é preciso sentir, sem magoas nem rancores: só sentimos. O que passou deixa de importar o que doeu deixa de fazer sentido, simplesmente já não há mais espaço para o que passou o presente é mais forte, mais sincero e verdadeiro.

Fiz alguns testes nos últimos dias, testei não apontar antes de analisar, só ouvi e compreendi. Foi impossível não criar as minhas versões sobre o que ouvi (eu sou uma criadora intensa demais para não imaginar as coisas do meu jeito rs'), mas ainda assim decidi acredita no que me foi dito. Acreditei.
Sinceramente? Gostei de acreditar. Gostei de aceitar as pessoas e seus erros e perceber que eu posso errar também, e melhor, errar e ser aceita. Gostei de me permitir. E vou continuar gostando de quem tenho me permitido ser.

Honestamente? Pouco sei sobre o que acontecerá e até tenho minhas dúvidas se dará certo quanto aos recomeços que decidi viver, mas tenho aceitado. Tenho visto que todos merecemos credibilidade. Espero não me arrepender das decisões, não estar pisando em falso, recomeçando aquele mesmo 'começo' de sempre, mas é o risco que se deve correr, concorda? Mesmo sabendo disso ainda apertarei os olhos e repetirei algumas vezes "Talvez seja dessa vez... e se não for, que seja doce". Não custa acreditar, aprendi que sai ainda mais caro não apostar. Apostarei, então. Silenciosamente apostarei.


Por: Bianca Reis, que recomeça sempre que pode e se sente no direito de dar o rumo (e final) para toda e qualquer historia que ela venha a escutar.
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