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segunda-feira, setembro 21, 2015

The time of pain over

(imagem da internet)
 Há um ano senti uma dor forte, algo que me sufocou, tirou a minha voz, me fez soluçar como se eu estivesse perdendo os meus sentidos, a minha consciência...
 Há um ano, onde disse as palavras mais duras de uma forma que nunca achei que seria madura para dizer, eu tinha acabado de pontuar uma historia de um jeito que eu nunca havia imaginado, eu não queria um final, não naquele momento. Fui forçada a escrever. Estava cansada demais. Forçada a sentir alguma coisa mais forte por mim mesma. A última oportunidade havia sido desperdiçada e eu finalmente abri os olhos para aquilo tudo. Há quem diga que eu não precise ou deva lembrar, mas eu não posso. Há um ano que eu decidi coisas importantes, decidi sentir toda aquela dor da expectativa me consumir de uma só vez. Eu sangrei. E mesmo hoje rindo de tudo sei o quanto doeu, não vou me esquecer nunca.
 Eu escolhi um dia apenas para sentir tudo. 24 HORAS, para paralisar a minha alma, para lavar o meu coração. Era um mês de setembro em um sábado ou domingo- não sei ao certo- me lembro de entrar no quarto e rever tudo, cada palavra. Eu havia dado todas as oportunidade de ouvir qualquer verdade que merecia ter sido dita a mim naquele momento. Não existia nada, nenhuma tentativa de tentar amenizar o que eu sentiria, só mentiras. Uma chuva delas. Liguei para uma amiga para conversar sobre qualquer outra coisa (sobre aquela historia), no segundo toque da chamada eu já tinha desmoronado, eu não precisava da opinião de ninguém, eu já sabia da verdade e a verdade já sabia de mim. Eu tentei explicar, mas não tinham palavras a serem ditas, fui acalentada o quanto pude, fingi que tinha me acalmado e agradeci imensamente. Desliguei o celular e voltei a deitar, senti o meu coração gelado, acelerado, descompassado, a minha cabeça doía como nunca e eu chorava como uma criança perdida, eu já não tinha ar, já não tinha voz e achei (só achismo mesmo) que não tinha chão...  Por quase 40 minutos eu sofri essa guerra.
 Depois disso tudo, me sentei no chão do quarto e fiz uma oração, pedi pelo meu coração (Deus como sempre, me ouviu). A partir daquele instante me prometi algumas coisas:
"-Não preciso chorar mais... Fiz o melhor que pude; tentei ser o melhor que sou... Não fui tratada com justiça... ... ... Acabou"
 Desde então tenho sido quem sempre fui, retribuindo com ênfase tudo que recebo, lembrando o tamanho do meu coração, mas certa da imensidão que é a minha razão. Aprendi na raça, no choro, na dor o que merecia/mereço.
Hoje não aceito menos do que sei que posso receber. É como dizem por ai "Algumas pessoas tem preço, outras VALORES".
 Hoje, um ano depois, senti que passou, compreendi a missão, aceitei que cada um é o que consegue, mas nem sempre o máximo do próximo é o que de fato merecemos.
 24 horas da minha ultima lembrança. 24 horas relembrando cada minuto daqueles dias de Setembro.  1 ano e mais 24 horas para entender o processo de uma historia de mais de 700 dias.
Uma vida inteira para viver momentos melhores daquele setembro até agora, de agora ao infinito, perdoando quem me magoou, perdoando a mim mesma pelas atitudes, feliz por mim.
Que setembro passe. Que a fortaleza permaneça. Que meu coração seja doce mesmo depois de cada ano... e mais doce a cada 24 horas.



- Por: Bianca Reis, que acredita que tudo é questão de decisão, tudo na vida passa, inclusive, a uva (piada infame rs') :) 




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