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domingo, março 13, 2016

Quando fui mais do que deveria...

Texto de Jey Leonardo.Visto na pagina no facebook "Um Papel".
  Quando os lugares deixam de lhe pertencer. 
  Quando os conselhos dados aos amigos se repetem e você já não quer mais ter que dizer.
  Quando a insistência para que você seja ou faça algo que já não lhe pertence consome seu coração e a vontade é ir embora.
   Quando sentimos que só somos importantes quando já não existem mais opções. Quando a família foi viajar, quando a irmã se mudou, quando o namorado resolveu dar um tempo, quando você é a única que sempre diz sim para os passeio... 
  Todo desejo sobre essa posição secundaria em que colocam a nossa vida é de fazer uma mala e começar de algum outro lugar onde alguém perceba que você também sente dor, onde seus silêncios sejam significativos, onde a sua presença não seja exigida ou ilustre quando quem o convida precisa de algo que você possui, seja isso o que for: uma palavra, um conselho, uma companhia, uma roupa, dinheiro e até mesmo a presença (que só foi notada por já não ter mais a quem procurar). E você, talvez me pergunte se não são essas coisas que compõem as escolhas das pessoas que nos acompanham e eu lhe afirmo: o que define quem está do seu lado é a sua necessidade dela estar ali em qualquer que seja a circunstância, é quando o bem estar dela é tão importante quanto ao seu, quando desconfiamos do silêncio, quando sabemos os motivos.
   A nossa alma desfalece cada vez que notamos essa falta de necessidade que representamos...     Mesmo quando sabemos que as coisas mudam, que tudo na vida passa, que nada é eterno, mesmo o que é bom padece a se esvair. Que não somos de fato nada, nem ninguém, além de passagem, personagens, páginas na vida das pessoas algumas delas com mais participações e outras apenas citações, chegamos em um momento em que já não queremos mais citar que somos coadjuvantes, queremos entender o espaço protagonizado por nós em nossas vidas e na de terceiros. Queremos conhecer a nossa importância, queremos ter importância, precisamos da certeza de que somos alguém nesse espaço.
  Chegamos no momento onde duvidamos das nossas escolhas, dos nossos amigos, da posição dos móveis, dos discursos, dos concursos, do latido do cachorro...
  Chegamos no momento em que queríamos estar inertes, que o tempo parasse e que pudéssemos analisar com mais calma essas escolhas todas pq, tudo já deixou de fazer sentido, a maré tem te levado ao fundo e a única certeza que todos nós temos é de que no mar do mundo: NINGUÉM SABE NADAR.



Por: Bianca Reis, que costuma se esconder na tentativa de conhecer quem está disposto a procurar!  

Um comentário:

Com a palavra visitantes de um vagalume e suas luzes ...